"D & G - Levíssima."[Escrevi hoje, no Msn, quando tentava escrever algo.
Sobre mim, sobre o que vivo, o que se passa, o que me rodeia.
Pode não ser absolutamente verdade, é certo, mas hoje estou mais próxima desse estado do que ontem, pelo que depois de me ocorrer, não me pareceu um disparate assim tão grande.
Leve...
Porque saí de mim e permiti-me verbalizar as coisas que procurei esconder, de mim mesma e da realidade. Para quê? Para nada, exactamente.
A verdade, seja qual for, é o melhor que temos. E sê-lo connosco e com aqueles de quem gostamos é uma sensação de "Água das Pedras" (quis por isto dizer, para os que conhecem as minhas associações - Levíssima!. Estúpido, mas é ao que agora associo a palavra.)
Leve porque não mando no mundo e no seu correr. Não mexo na cabeça dos outros. Tão pouco nos seus corações.
Leve porque não tenho poder sobre as suas atitudes. E escolhas.
Leve porque a doença existe.
Leve porque somos humanos e o erro é parte da sua natureza.
Leve porque o que sinto existe e é verdadeiro. Apenas isso.
Leve porque independentemente do que o futuro "cozinhe" para mim (na receita que eu mesma avio mas desconheço o seu produto final), eu dei o meu melhor.
Leve porque sou feliz a dedicar-me e a encontrar os meus, meios camuflados no sinuoso que é o meu caminho.
Leve porque, depois de estrebuchar feita louca, por dentro e por fora, vem a acalmia.
Fruto de tudo o que disse.
As pessoas correm nas suas coisas e nos seus projectos.
Secos, vazios. Demasiado objectivos, físicos, ora no prisma de "sobrevivência/materialismo", ora no "entretenimento", feitos miúdos numa tarde de brincadeira que sabem irá findar em breve e ser... apenas isso.
O que podemos cruzar, então, ao passar a passadeira?
O que nos move a atravessar?
Sabemos a resposta, talvez, se pusermos o pé na estrada.
Eu não apareço na imagem.
Já atravessei.]
D.G.
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